No ano de 2018, moradores de diversos bairros de Maceió sentiram um tremor de terra que deu início a uma série de intercorrências em alguns bairros. Após estudos do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) (2019) confirmarem que as minas de extração de sal, operadas pela Braskem em Maceió, geraram desestabilização do solo, provocou afundamento nos bairros Pinheiro, Mutange, Bom Parto, Bebedouro e parte do Farol. O objetivo deste trabalho é analisar os impactos gerados pelo desastre provocado pela Braskem em Maceió/AL sobre a perspectiva financeiro-econômica das empresas na região. A metodologia concerne a uma abordagem quantitativa com análise estatística descritiva com uso de medidas de tendência central, proporção e variabilidade além da econometria com métodos de diferenças e diferenças. A abordagem de coleta amostral segue a não probabilística e a acessibilidade devido às particularidades da pesquisa. Para isso, foi realizada a aplicação de questionário semiestruturado em 3 grupos de empreendedores: atingidos diretamente, indiretamente e não atingidos, durante os meses de julho a novembro de 2023. Os resultados mostram que o desastre teve impacto nas empresas afetadas diretamente nos indicadores de liquidez, rentabilidade e endividamento, já as afetadas indiretamente tiveram impacto nos indicadores de liquidez, enquanto as não afetadas mostraram uma relativa estabilidade em seus índices. Além disso, observaram-se efeitos multidimensionais que parecem afetar também a infraestrutura, logística, qualidade de produtos e serviços ofertados, satisfação com indenização e outras vertentes. Diante dos resultados, ficou evidente a necessidade de medidas mais efetivas de suporte e políticas que sejam capazes de minimizar os impactos do desastre e promover a recuperação sustentável das empresas locais.